Verão 2023: O que você pode ter perdido no setor de turismo

Você conseguiu as férias de verão este ano? No setor do turismo, o verão 2023 misturou orçamentos apertados, ondas de calor e incêndios, mas também novas tendências: viagens fracionadas, ascensão da montanha e planejamento das férias com a IA (às vezes um pouco excessiva na confiança). No que diz respeito aos destinos, o Brasil disparou, o Japão bateu recordes e os Estados Unidos, que foram evitados, lutam para atrair visitantes apesar de algumas promoções; enquanto isso, os preços para o Ultramar permanecem elevados. Na França, um ambicioso plano de 100 bilhões tem como objetivo fazer com que os visitantes estrangeiros gastem mais, enquanto a saturação turística leva algumas cidades a experimentar cotas e reservas, e os restaurantes veem a conta cair quando os parques de diversões estão cheios de adrenalina.

Entre orçamentos cortados, novas tecnologias que se juntam às malas, destinos que sobem ou descem, e um verão escaldante entre ondas de calor e incêndios, o verão de 2023 fez mudanças significativas no turismo. No menu: uma meta governamental de 100 bilhões de euros em receitas internacionais, férias mais curtas mas mais frequentes, o aumento do uso de inteligência artificial e realidade virtual, franceses atraídos pelo Brasil e pelo Japão, mas desencorajados pelos Estados Unidos, uma França que continua irresistível para os estrangeiros, e os preços das passagens aéreas que dispararam em direção ao Ultramar, além de uma onda de overtourism que leva algumas cidades a apertar o controle.

Verão 2023: O que você pode ter perdido no setor de turismo

Meta de 100 bilhões: a França mira mais alto

Objetivo de pódio. No auge do verão, o governo revelou uma meta ambiciosa: levar a 100 bilhões de euros as receitas turisticas internacionais até 2030, muito mais do que hoje. A ideia? Melhorar a conversão da imensa demanda mundial pelo Hexágono em gastos locais, e conquistar posições frente a vizinhos muito competitivos. Esse impulso visa fortalecer a recepção, a qualidade e o avanço na experiência, enquanto conta com a clientela estrangeira, que impulsionou a temporada.

Permanece uma incógnita: o horizonte político do retorno, que pode mudar o cenário. Enquanto isso, hotéis, sites culturais e regiões aprimoram suas ofertas para atrair mais e melhor.

Férias com assistência de IA… e headset de VR

Deve-se confiar seu itinerário a um robô? Cada vez mais viajantes testam a inteligência artificial para planejar suas férias: um em cada três franceses já fez isso para economizar tempo. No entanto, cuidado: a IA ainda omite detalhes “mundanos” (visto, horários específicos, fechamentos sazonais) que podem estragar uma partida. Moral da história: a IA para a inspiração, o cérebro humano para a verificação final.

Outra estrela do verão: a realidade virtual. Um simples headset para patinar em uma Seine congelada, revisitar Versalhes ou Carcassonne, e despertar vontade de ver “ao vivo” após a demonstração. Quase um em cada dois franceses já experimentou essas experiências imersivas – perfeitas para preparar, divulgar ou prolongar uma estadia.

Menos dinheiro, mais jeitinho: as novas artimanhas

A grande tendência? Multiplicar os curtos períodos de férias em vez de fazer uma única viagem longa. As férias fracionadas estão ganhando espaço, mesmo em julho-agosto. A montanha também se beneficia: no verão, estações como Megève atraem, embora o aumento na frequência às vezes venha acompanhado de incivilidades nas trilhas.

Por outro lado, a conta no restaurante está em baixa: a frequência dos restaurantes caiu, levando muitos turistas a preferirem alojamentos bem equipados e a culinária caseira. E nas redes sociais? Mais de um em cada dois admitem embelezar sua estadia. Spoiler: a piscina não era “olímpica”.

Destinos: Brasil em alta, Japão irresistível, Estados Unidos evitados, Sri Lanka em renascimento

No que diz respeito ao longo curso, o Brasil fez sucesso entre os franceses, enquanto o Japão acumulou recordes de visitantes – a ponto de surgir, no local, um cansaço turístico. Em contraste, os Estados Unidos ficaram estagnados, entre imagem confusa, aumento de tarifas e procedimentos burocráticos. O fenômeno é analisado e decifrado na área de lazer aqui: a diminuição do interesse por viagens de lazer nos Estados Unidos.

Outra surpresa agradável: o renascimento do Sri Lanka. Após turbulências, a ilha volta aos radares com uma oferta de natureza e cultura deliciosa. Para descobrir antes das multidões: por que o Sri Lanka está renascendo no setor turístico.

França magnética para estrangeiros… mas Ultramar caro demais

Boa notícia para as contas: a França pode contar com os gastos de canadenses, australianos e brasileiros para compensar a desaceleração dos orçamentos locais. Paris, a Costa Azul, o vale do Loire e os grandes sites estiveram lotados, com boas taxas de ocupação no auge do verão.

Por outro lado, para os orçamentos apertados, os bilhetes de avião para o Ultramar estão caprichosos: alcançar a Martinica ou a Guadalupe no auge do verão foi uma façanha orçamentária, os preços permanecendo nas alturas. Muitos optaram então pelo slow tourism em modo fluvial: passeios, barges, vilarejos e pausas suaves. Inspirações disponíveis aqui: rios, barcos e a arte da viagem lenta.

Calor extremo e incêndios: um verão sob alta vigilância

O sul do país viveu temperaturas acima de 40 °C, com departamentos em vigilância vermelha. Nessas condições, os incêndios se multiplicaram, afetando especialmente as áreas de camping e os matas. Mais amplamente, o sul da EuropaEspanha, Grécia, Albânia, Turquia, Portugal – pagou um alto preço.

Consequência concreta: os viajantes mudaram seus horários (de manhã cedo, à noite tarde), ou migraram para destinos mais temperados, incluindo… as montanhas de verão. A adaptação climática se torna uma habilidade turística por si só.

Saturação turística: cotas, reservas e… menos lixeiras

O hit parade da saturação turística na França? Montmartre, Versalhes, a costa basca, Annecy. Algumas cidades instituíram cotas ou reservas obrigatórias para aliviar os moradores, muitos dos quais expressam um sentimento de “desapropriação”. Decodificação útil aqui: turismo de massa e moradores ansiosos.

E os lixos? Diante das praias saturadas, algumas comunas (como Antibes) fizeram uma aposta radical: eliminar a maioria das lixeiras para responsabilizar os visitantes. Não é glamouroso, mas eficaz quando a educação acompanha: “você chega com, você sai com”.

Parques cheios e cultura em destaque

Apesar do calor, os parques de diversões continuaram a atrair multidões enormes. O Parque Astérix fez sucesso com sua grande montanha russa familiar – um ímã para a adrenalina que desvia, por algumas horas, os termômetros. No lado da cultura, o verão trouxe uma multiplicidade de exposições e eventos locais, perfeitos para descongestionar os grandes pontos turísticos. Um exemplo inspirador: uma exposição em Lignières que combina patrimônio, passeios e microaventura.

A dica bônus: sonhar com a IA, verificar como um profissional

A IA é uma incrível geradora de ideias, mas não substitui nem os sites oficiais, nem as condições de entrada, nem seu bom senso. Viajantes viram seu embarque negado por falta de visto ou autorização, informação que seu assistente digital havia “esquecido”. Dica simples: inspiração com a IA, e depois verificação final com as autoridades e companhias. Você mantém a criatividade, ganha em tranquilidade.

Aventurier Globetrotteur
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