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EM RESUMO
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À vista de junho de 2025, o setor de turismo na África do Norte apresenta uma dinâmica sem precedentes, impulsionada pelo crescimento notável do Marrocos, do Egito e da Tunísia. Esses três destinos principais registram um aumento significativo na frequência, graças à melhoria da conectividade, às estratégias atraentes de promoção e à diversificação da oferta turística. Sua capacidade de adaptação diante da concorrência mediterrânea e dos novos comportamentos dos viajantes permite que alcancem recordes, confirmando assim sua posição privilegiada no cenário turístico internacional.
Turismo: os sucessos do Marrocos, do Egito e da Tunísia até junho de 2025
Um crescimento recorde das chegadas na África do Norte
No primeiro semestre de 2025, o Marrocos, o Egito e a Tunísia apresentam resultados impressionantes com um total de 22 milhões de visitantes, um avanço de 18,28% em relação ao ano anterior. Esse aumento resulta em cerca de 3,83 milhões de turistas adicionais, marcando o impacto positivo das novas políticas de visto, do desenvolvimento das conexões aéreas e da recuperação do setor global.
Marrocos: uma atratividade em plena expansão
O Marrocos reafirma sua posição como o principal destino turístico do continente africano. Nos seis primeiros meses do ano, 8,9 milhões de turistas visitaram o país, um crescimento de 19%, impulsionado principalmente pela oferta de baixo custo, pela promoção de atividades culturais e pela dinâmica dos mercados internacionais. As receitas atingiram 45 bilhões de dirhams (mais de 4,5 bilhões de dólares), mesmo que o ritmo de crescimento da receita permaneça inferior ao das chegadas. Vários fatores explicam esse fenômeno, como os gastos fora dos circuitos oficiais da diáspora e o peso crescente dos viajantes que utilizam companhias aéreas de baixo custo, conhecidas por sua gestão orçamentária.
O mês de junho de 2025 viu um nível nunca atingido com 1,7 milhão de turistas, anunciando uma temporada de verão promissora, reforçada pela realização de grandes eventos, como a CAN no final do ano. As autoridades marroquinas articulam, assim, seus esforços no fortalecimento das infraestruturas aéreas e na diversificação da oferta de hospedagem para atrair uma clientela mais exigente, e assim possivelmente ultrapassar os 20 milhões de visitantes em 2025.
Para mais informações sobre as tendências de verão e a evolução das destinos, consulte o turismo recorde na Costa Mediterrânea.
Egito: um progresso sustentado pela cultura e inovação
O Egito também apresenta números notáveis, com 8,7 milhões de visitantes no semestre, uma crescimento de 24%. Esse dinamismo é explicado pelo apelo universal de suas riquezas arqueológicas, pela relativa desaceleração do contexto geopolítico regional e pela simplificação dos processos de obtenção de vistos (74 países elegíveis para e-visto). Mesmo que o conflito Israel-Irã tenha provocado uma queda pontual nas reservas em junho, o Egito permanece resiliente, impulsionado por uma clientela proveniente da Alemanha, da Rússia, da Arábia Saudita e do Reino Unido.
As perspectivas são ambiciosas, com uma meta estabelecida em 18 milhões de visitantes para todo o ano de 2025. A abertura esperada do Grande Museu Egípcio (GME), que representa mais de 100.000 objetos históricos e oferece um panorama de 7.000 anos de história, promete intensificar a atratividade do país e reforçar sua posição no turismo cultural mundial. Encontre mais estratégias de turismo de sucesso em o espírito da viagem.
Tunísia: entre diversificação e elevação de padrões
A Tunísia recebeu 4,3 milhões de visitantes em meados de 2025, mostrando um crescimento de 11%. Se o progresso é mais moderado do que em seus vizinhos, ele ainda é sustentado pelo afluxo de turistas magrebinos, liderado pelos argelinos. A clientela europeia (franceses, ingleses, alemães) escolhe a Tunísia por sua oferta balnear de qualidade e seu excelente custo-benefício.
No entanto, a despesa média por visitante continua baixa, em torno de 241 dólares, resultado do modelo “mass-market” e da importância da fórmula “tudo incluído” oferecida pelos operadores turísticos. Para corrigir isso, a Tunísia aposta agora em uma estratégia de diversificação, focada na elevação de padrões, turismo sustentável e valorização do patrimonio cultural e natural. Esforços também estão sendo feitos para modernizar as infraestruturas, treinar o pessoal hoteleiro e melhorar a conectividade com os principais mercados europeus emissores.
Com mais de 10 milhões de visitantes que atingiram 2024 e um objetivo de 11 milhões para 2025, a Tunísia pretende capitalizar sobre a temporada de verão e as festas de fim de ano, enquanto busca novos parcerias com companhias aéreas internacionais para suprir as fraquezas estruturais da TunisAir. Para aprofundar a questão da combinação trabalho e lazer, o fenômeno do “bleisure”, leia este artigo.
Desafios e perspectivas frente à concorrência mediterrânea
Diante de destinos europeus como Espanha, Grécia, Itália e Turquia, os líderes magrebinos redobram esforços para manter sua atratividade. A redução da sazonalidade graças a um calendário de eventos variados e a valorização da oferta cultural permitem que permaneçam competitivos, apesar de um contexto internacional exigente. As questões também envolvem a elevação da qualidade dos serviços, a consideração dos novos comportamentos de compra e a adaptação às expectativas dos viajantes em busca de autenticidade, bem-estar e gastronomia, a ser descoberta também em a evolução da temporada de verão no País Basco.
Assim, a perspectiva de junho de 2025 promete novos recordes para esses destinos, demonstrando a capacidade de inovação e adaptação do turismo da África do Norte diante da competição internacional e da rápida evolução das necessidades dos viajantes.
Para aprofundar os impactos climáticos e econômicos, especialmente diante de questões recentes como os incêndios na Costa Mediterrânea, uma informação complementar está disponível aqui.