Descoberta Visual: A Exposição ‘Viagens Desenhadas’ da Coleção Louis Vuitton Travel Book

EM RESUMO

  • Exposição satélite: Viagens Ilustradas da coleção Louis Vuitton Travel Book, em ressonância com a Bienal do 9º arte (21 de junho–16 de novembro) e “Brecht Evens. O Refúgio da Medusa”.
  • Foco artístico: desenhos originais e litografias do ateliê Michael Woolworth, convite à viagem real ou imaginária.
  • Obras apresentadas: 22 peças originais com técnicas gráficas mistas + 7 litografias.
  • Local: Pequena galeria do museu Thomas Henry.
  • Horários: ter–sex 10h–12h30 / 14h–18h; sáb–dom 13h–18h.
  • Tarifas: a partir de 6 € (grupo ≥10: 4 €); gratuito para -26 anos e sob condições (com justificativa).
  • Organização: Museu Thomas Henry.

Na Pequena galeria do museu Thomas Henry, uma seleção de desenhos originais e de litografias abre um itinerário sensível através da Coleção Louis Vuitton Travel Book. Em eco à Bienal do 9º arte, esta proposta revela 22 obras com técnicas gráficas mistas em ressonância com sete litografias editadas pelo ateliê Michael Woolworth. Entre a deambulação real e a escapada mental, a exposição compõe uma cartografia poética das cidades e dos países, percorridos ou sonhados, e entrega todos os pontos de referência para organizar sua visita: datas, horários, tarifas e espírito do percurso.

Um capítulo vivo da Coleção Louis Vuitton Travel Book

Concebida como um convite à partida, a Coleção Louis Vuitton Travel Book reúne olhares de artistas renomados e de jovens talentos sobre destinos icônicos ou inesperados. Cada página funciona como um caderno ao longo do caminho onde a cor, a linha e a matéria se tornam meios de transporte. Aqui, a viagem pode ser móvel ou imóvel: o itinerário passa pelo prazer da evasão intelectual e a ressonância emocional de uma paisagem, de uma fachada, de um rosto.

Obras, técnicas e disposição do espaço

O percurso reúne 22 peças originais realizadas segundo processos variados — tintas, lavagens, lápis, colagens — e as confronta com sete litografias produzidas pelo ateliê Michael Woolworth. Esta organização destaca a flexibilidade da imagem impressa frente à espontaneidade do gesto desenhado. A cenografia da Pequena galeria favorece uma leitura íntima: formatos, proximidades e ritmos de penduração estabelecem uma cadência de folheamento, como se o visitante percorresse um livro aberto sobre o mundo.

Itinerários reais e paisagens imaginárias

Além das coordenadas geográficas, as “viagens desenhadas” compõem atmosferas: brumas portuárias, diagonais de avenidas, clamores musicais, silêncios de arquivos. A narração visual se alimenta de vestígios, por vezes documentais, por vezes ficcionais, que ampliam a própria noção de destino. Nesse espírito, uma viagem memorial a Washington ilustra como a cidade pode ser abordada pela memória e pela história, enquanto uma celebração musical em Nashville lembra o quanto a trilha sonora de um lugar modela nossas imagens internas. Os calendários culturais, como a ano de eventos da Pontivy Comunauté em 2025, também fazem vibrar os cadernos de viagem, assim como os contextos sociais, como o fortalecimento das restrições ao tabagismo no Japão na aproximação da Expo de Osaka. E porque a vontade de ver muitas vezes passa pelas exposições de proximidade, o olhar pode ser aguçado com iniciativas locais como a apresentação de Mélina Carmé em Réquista, outra etapa deste grande itinerário artístico.

Em ressonância com a Bienal do 9º arte

Esta exposição se posiciona em contraponto à proposta principal da Bienal do 9º arte, “Brecht Evens. O Refúgio da Medusa”, apresentada do 21 de junho ao 16 de novembro. O diálogo amplifica as circulações entre desenho, narrativa e arquitetura do livro. De um lado, a luxuriância gráfica de Brecht Evens; do outro, o folheamento geopoesia dos Travel Books. Juntos, eles compõem uma travessia do meio onde a página, a prancha e a litografia encontram uma coerência global.

O coração de “Viagens Ilustradas” bate ao ritmo do esboço feito ao vivo e da prancha meticulosamente impressa. As litografias do ateliê Michael Woolworth brincam com os acidentes felizes da pedra e os aplainados vibrantes, enquanto os desenhos originais deixam aflorar a temporalidade do gesto — hesitações, correções, ajustes. Esta oscilação materializa a experiência do deslocamento: uma estratificação de impressões onde cada camada participa da memória.

Um caderno de visita para todos

Acessível e pedagógico, o percurso se destina tanto a flâneurs quanto a amantes das artes gráficas. Os cartazes e o fio narrativo permitem acompanhar a evolução do traço, identificar as técnicas e observar como um artista constrói uma cidade em algumas linhas. Para compreender essa gramática do olhar, basta abraçar a diversidade de pontos de vista e deixar as imagens trabalharem a memória, à maneira de um caderno de viagem que se preenche à medida que as etapas avançam.

Informações práticas

Local: Museu Thomas Henry, Pequena galeria. Aberto de terça a sexta-feira das 10h às 12h30 e das 14h às 18h; sábado e domingo das 13h às 18h. Para segunda-feira, consultar conforme o período. Organizador: Museu Thomas Henry.

Tarifas: a partir de 6 € (preço cheio). Grupos adultos (a partir de 10 pessoas): 4 €. Gratuito para menores de 26 anos e sob condições mediante apresentação de um comprovante.

Aventurier Globetrotteur
Aventurier Globetrotteur
Artigos: 71873